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Greve dos trabalhadores preocupam deputados e atrasa votação da Reforma da Previdência
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2/5/2017 - Assetj
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Por Marianna Oliveira
 
FOTO MARIANNA OLIVEIRA
Com esse prazo em mente, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP)
adiantou a reunião com lideranças para a manhã desta terça-feira

As discussões na Comissão Especial sobre a Reforma da Previdência estão prestes a terminar. Prevista para ser votada em março, mas adiada devido às manifestações da população nas cidades de todo o Brasil, a PEC 287 pode entrar no pleito na próxima quarta-feira, dia 03 de maio. 

Com esse prazo em mente, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) adiantou a reunião com lideranças para a manhã desta terça-feira (02) e trouxe um panorama do clima na Câmara dos Deputados. Segundo o deputado, “as manifestações do dia 28 de abril e 1º de maio causaram um sentimento de muita preocupação na casa.” 

Na semana passada, a Reforma Trabalhista foi aprovada na Câmara. Arnaldo contou que o objetivo do Governo era conseguir mais de 300 votos no texto, mas não conseguiu. “Com uma grande articulação, a gente consegue adiar a votação da reforma previdenciária. Entre 20 e 30 pessoas que votaram a favor da trabalhista, votam contrário à PEC 287. Isso é uma certeza”, previu. Além disso, o deputado salientou que alguns deputados que votaram contra a reforma trabalhista estão sendo exonerados por Michel Temer, além de serem expulsos dos partidos.

Mesmo com esses dados “favoráveis” à sociedade, o Governo dissemina propagandas na grande mídia - que tem uma posição parcial sobre a PEC - como se a Previdência tivesse um grande déficit e a população estivesse de olhos fechados para essa situação. Prova disso foram as manifestações dos servidores em Brasília no salão verde. O vice-presidente executivo do Sindilegis e diretor da Pública - Central do Servidor, Paulo Cezar Alves, contou que grandes veículos estavam presentes e não deram a importância que o ato merecida. 

Arnaldo relembrou também que recentemente, o DataFolha fez uma pesquisa sobre a PEC 287 e 71% dos participantes desaprovam a reforma. “Publicaram o resultado em um feriado, dia de pouca visibilidade. Se o resultado tivesse sido contra os servidores, os veículos de comunicação já tinham colocado como manchete nos jornais. Então, precisamos divulgar isso que é favorável para nós”, destacou.

O vice-presidente do TJSP, desembargador Ademir de Carvalho Benedito, esteve presente na reunião e contou que o presidente Paulo Dimas de Bellis Mascaretti está em Brasília para um encontro com lideranças envolvidas nas articulações contra a aprovação da PEC. “Temos um bom campo para trabalhar e precisamos diminuir ao máximo o nosso prejuízo. Tudo o que foi feito até aqui já deixou o Governo desesperado”, enalteceu.

De hoje até a data da votação, a ideia é pressionar os deputados para que não atinja os 20 votos necessários na Comissão. Mesmo assim, as articulações em São Paulo continuam e devem continuar acontecendo no escritório do Faria de Sá.

 
 
 
 
 
 
 
 
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