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Andamento da CPI da Previdência no Senado atrapalha planos do Governo
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15/5/2017 - Assetj
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Por Marianna Oliveira
 
FOTO MARIANNA OLIVEIRA
A conversa girou em torno das próximas articulações entre as entidades para barrar as reformas

Apesar do texto da PEC 287 ter sido aprovado na Comissão Especial na semana passada, o Governo procura, desesperadamente, alternativas para conseguir os 308 votos da Reforma da Previdência na Câmara, e, aliados para outros projetos que detonam os direitos dos trabalhadores. 

Quem deu todos os detalhes do clima em Brasília foi o deputado federal Arnaldo Faria de Sá, na reunião desta segunda-feira (15), em seu escritório. A conversa girou em torno das próximas articulações entre as entidades para barrar as reformas, já que o Governo está desestabilizado depois das manifestações nacionais ocorridas em abril. De acordo com Arnaldo, “a situação é péssima e ele [Governo] quer fazer um acordo com os deputados para votar rapidamente, mas tenho certeza que demorar pelo menos mais duas semanas para colocar a PEC no Plenário. Nossa missão é dificultar isso ao máximo”, contou. 

As mudanças no texto base da Reforma trouxeram ainda mais complicações para os servidores públicos. Além da regra de transição, os deputados estão dispostos a seguir em frente com as novas normas na aposentadoria por invalidez e pensão por morte. Por esse motivo, as lideranças se organizaram de uma outra forma e pretendem estar o máximo de vezes em Brasília, pressionando os deputados em seus gabinetes. 

CPI DA PREVIDÊNCIA 

​Em fevereiro, o senador Paulo Paim (PT-RS) pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as contas na Previdência Social. Desde quando o Governo Temer propôs uma reforma, em dezembro de 2016, disseminou-se a ideia à população - principalmente pela grande mídia - que a Previdência é deficitária. 

Entretanto, parlamentares e alguns economistas dizem que a Seguridade Social no Brasil possui um superávit, e que por isso, não é necessário aprovar uma Reforma “para equilibrar as contas”. “Quem tem medo de CPI? Cansamos de dizer que há superávit, eles dizem que [a Previdência] é deficitária. Então vamos fazer uma CPI para ver quem está mentindo”, afirmou Paim em discurso na Tribuna do Senado. 

Dados divulgados pelo Movimento A Previdência é Nossa mostram que a dívida de grandes empresas privadas com o INSS chega a R$426 bilhões. A JBS, umas das empresas da lista de devedores, possui um patrimônio de R$8 bilhões e deve cerca de R$1,8 bilhões à Seguridade. Os bancos privados Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica tiveram só em 2016 lucros bilionários e possuem uma dívida de 465, 88, 208, 550 milhões, respectivamente. 

Segundo o deputado Arnaldo, a abertura foi aceita no Senado, causando um grande desgaste ao Governo. Essa situação só favorece as entidades que precisam pressionar os deputados, que, se tiverem bons argumentos em mãos, vão conseguir diminuir os votos no Plenário previsto para a semana que vem.

 
 
 
 
 
 
 
 
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