Tribunal pretende extinguir auxílio de R$336 com “TJSP Saúde”
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3/5/2019 - Assetj / Por Assetj
 

A Assetj e demais entidades representativas do Judiciário participaram de reunião com o juiz assessor da presidência do TJSP Leandro Galluzzi dos Santos e com a Gestora de Pessoas (SGP) Patrícia Maria Landi da Silva Bastos para discutir o plano de saúde que o TJSP quer implementar a todos os servidores. A reunião, que chegou a ser desmarcada por não permitir a entrada das entidades presentes, foi reagendada para o final da tarde com pelo menos um representante de cada associação e sindicato. 

O primeiro questionamento dos líderes teve relação aos estudos sendo feitos em sigilo, sem participação da representação dos servidores, descumprindo totalmente a resolução do CNJ, que determina formação de Comissão específica sobre o tema. Esta foi a primeira dúvida dentre tantas outras sem resposta. 

Sobre a proposta do Tribunal, a princípio seria um plano de autogestão, mas a falta de tempo e dinheiro para aprovar ainda na Presidência de Manoel de Queiroz Pereira Calças afastou essa possibilidade. O juiz iniciou seu discurso afirmando que tem buscado o melhor para os servidores e que fez levantamento com a empresa Qualicorp, administradora de planos da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), que fica com quase 15% dos valores pagos (no contrato com a entidade) e que tem se tornado insustentável para a categoria.

Considerando estes fatos, o TJSP decidiu abrir licitação para que operadoras de saúde disputem a carteira de quase 100 mil servidores do Poder Judiciário de São Paulo. Atualmente, servidores ativos, aposentados e pensionistas recebem auxílio-saúde de R$336, que deixará de ser pago caso a implantação seja realizada. Neste novo modelo, não serão contemplados pensionistas e agregados.

Os dirigentes presentes fizeram diversas perguntas ao juiz, muitas delas sem respostas concretas. Segundo Galluzzi,  a adesão será de forma compulsória aos ativos, opcional aos aposentados e será divididas em três níveis:  básico (enfermaria), médio (apartamento) e luxo, para atender, em sua maioria, os magistrados. O Plano oferecido pelo Tribunal será o básico, que cobre apenas internação em enfermaria. “O servidor que decidir fazer o ‘upgrade’, pagará a diferença em folha, assim como a inclusão de dependentes”, disse Galluzzi. Questionado sobre a legalidade do desconto do valor do próprio servidor e dos dependentes, não soube o que responder. 

Segundo o juiz, não há possibilidade de contemplar a majoração do auxílio para os R$800, mas também não soube dizer porque ainda não aumentou para os R$500, valor limite que o TJSP definiu para cada vida na licitação. “Se o TJ está disposto a buscar um orçamento para pagar R$ 500 reais por servidor no plano de saúde, por que não oferecer R$500 de auxílio-saúde?”, perguntou José Gozze, presidente da Assetj. Mais uma situação sem resposta.

A previsão é que todo o processo dure três anos. “Caso o projeto não dê certo, os aposentados já terão saído de seus planos de saúde e não conseguirão voltar por conta da idade e restrições das operadoras. Como ficarão estes casos?”, Gozze. Em resposta Galluzzi apenas se restringiu a dizer que “hoje eles já estão presos aos planos” e não apresentou solução. Em suma, se o projeto der errado, cada servidor será responsável por voltar aos seus planos e arcar com os períodos de carência, quando conseguir retornar. 

Outros fatores completamente ignorados pelo TJSP são as cirurgias de alta complexidade e tratamentos em andamento. Galluzzi afirma que no plano básico, que cobre apenas internação em enfermaria, tudo será contemplado, mostrando mais uma vez desconhecimento da causa. Após inúmeras perguntas sobre este assunto, admitiu que haverá limite de consultas e que poderá cair em um sistema de coparticipação, onde o beneficiário paga a cada utilização “excedida”.

Os dirigentes também lembraram que o TJSP diminuiu concursos, sendo a média de idade dos servidores entre 45 e 55 anos, ou seja, pessoas próximas a entrar na última (e mais cara) faixa dos planos. Galluzzi insistiu em suas falas que será possível contemplar todos com um plano de R$500. Também foram exemplificados situações em que os servidores já possuem plano vinculado a outro dependente e também aqueles que usam o Iamspe de forma exclusiva, que realiza cirurgias de alta complexidade e que não restringe o prazo de permanência na UTI. Nenhum destes casos parecem ter sido analisados pelo TJSP.

 

Assembleia geral

Presidente do TJSP, Manoel de Queiroz Pereira Calças, se nega a participar de mesa de negociação com as Entidades representativas e repassou a pauta de reivindicações para o grupo de juízes e desembargadores da Comissão de Orçamento, que será realizada dia 16, mesmo sabendo que nossa assembleia está marcada para 10, desrespeitando nossa decisão e luta.

Em razão disso, as Entidades resolveram adiar a nossa Assembleia para o dia 17 de maio às 13 horas na Praça João Mendes.

Na data também será discutida a questão da imposição do Plano de saúde aos servidores, já que em diversas assembleias a maioria decidiu pelo auxílio-saúde.

 

 
 
 
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