Mobilização histórica na Alesp deve acelerar votação de PLCs do Judiciário
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
17/9/2013 - Assetj / Por Sylvio Micelli
 
ROBERTO NAVARRO (AGÊNCIA ALESP)
O presidente da Alesp, deputado Samuel Moreira, conversa com lideranças do Judiciário em reunião no Colégio de Líderes

Cerca de 700 servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo espremeram-se hoje (17) no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo com o intuito de pressionar os parlamentares a votar três projetos de lei complementar, que foram encaminhados pelo Judiciário e são de interesse dos servidores. 

O Projeto de Lei Complementar nº 6/2013 dispõe sobre a criação e extinção de cargos no Quadro do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Os projetos de Lei Complementar nºs 29 e 30/2013 dispõem sobre os vencimentos dos servidores e alterações no Plano de Cargos e Carreiras, instituído pela Lei Complementar nº 1.111 de 25 de maio de 2010.

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) esteve presente por meio de seu presidente, José Gozze; de seu vice-presidente e diretor de Comunicação, Sylvio Micelli e pela diretora de Logística, Roseli Silva. A Assetj ainda levou ônibus com associados, aposentados e funcionários da entidade. Outras representações de Servidores do Judiciário estiveram presentes.

<<< CONFIRA FOTOS NO FACEBOOK DA ASSETJ >>>

Ato Público + Assembleia

Por volta das 13 horas começaram a chegar ônibus de diversas regiões do estado. Aos poucos, o Auditório Franco Montoro foi ficando lotado. O ato estava programado, inicialmente, para a rampa de acesso da Assembleia Legislativa na avenida Sargento Mário Kozel Filho, mas o mal tempo forçou a realização do ato, que se mesclou a uma assembleia, dentro da Casa Legislativa.

O presidente da Assetj, José Gozze, prestou alguns esclarecimentos aos presentes, explicando o teor dos projetos de lei e o que ficou definido em reunião conjunta das entidades, realizada ontem na sede da Assetj.

O deputado estadual Carlos Giannazi, líder do PSOL na Assembleia Legislativa e responsável pela aprovação do regime de urgência para os projetos, deu início aos trabalhos. Saudou os presentes e nostálgico, lembrou da mobilização da categoria na greve de 2010. "Já estivemos aqui neste espaço [Auditório Franco Montoro] outras vezes e é bom observar que vocês permanecem mobilizados. Hoje, graças a vocês a às lideranças, o Judiciário é das categorias mais mobilizadas no funcionalismo de São Paulo", alertou. O parlamentar foi ovacionado pelos presentes.

Iniciou-se, em seguida, a manifestação dos representantes da categoria. Gozze voltou ao microfone parabenizando os presentes, enaltecendo o compromisso da categoria e destacando o trabalho de Giannazi em outros parlamentares em defesa dos Servidores do Judiciário. "Esta mobilização é essencial para que possamos manter os nossos direitos, independente de quem estiver na presidência do Tribunal de Justiça", analisou.

Muito aplaudido pela plenária, o deputado estadual e líder do PDT, Olímpio Gomes também fez referências à greve de três anos atrás. "É muito importante observar, que vocês permanecem atentos e mobilizados em prol do direito de vocês", observou. "Também quero ressaltar o trabalho feito pelos representantes de vocês que são incansáveis nesta Casa e são muito firmes em suas posições. Eu vi [durante a greve de 2010] companheiros aqui peitarem juizes e desembargadores e argumentarem de tal forma, que estes magistrados não tiveram outra alternativa senão se calarem diante do caráter desses líderes", afirmou.

Também fizeram uso da palavra os deputados: Itamar Borges (Líder do PMDB), Ed Thomas (PSB), João Paulo Rillo (PT) e Roberto Morais (PPS).

Reunião com o Colégio de Líderes

Pouco depois das 15 horas, um grupo de representantes dos Servidores foi recebido pelo Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa. A reunião foi capitaneada por Giannazi, com o apoio dos demais líderes que se manifestaram anteriormente.

Após a explanação pelos representantes sobre o pleito dos servidores, com o esclarecimento de que a categoria apoiava os projetos encaminhados pelo TJ-SP, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Samuel Moreira (PSDB), que se manifestou favoravelmente ao teor dos PLCs, afirmou que a matéria seria tratada com os líderes, em seguida.

Pouco tempo depois, o deputado Carlos Giannazi voltou ao Auditório Franco Montoro e relatou que todos os líderes manifestaram-se favoráveis à votação, exceção feita ao líder do Governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), que solicitou um prazo para a consulta ao governador Geraldo Alckmin, tendo em vista que os projetos chegaram há pouco tempo na Casa.

Reunião com o Líder do Governo

A plenária dos Servidores deliberou, então, para que se tentasse uma reunião, ainda no mesmo dia, com o deputado Barros Munhoz. Os representantes foram recebidos por volta das 17 horas. Munhoz esclareceu que não tinha nada contra os projetos, mas que deveria antes conversar com o Executivo, principalmente sobre o impacto financeiro das propostas. 

 

Alegou, porém, que acredita que os projetos devem ser votados em breve e sugeriu "ainda no mês de setembro". Barros Munhoz também alegou que, caso o prazo [para aprovação] seja mais extenso, que as leis aprovadas "retroagiriam seus efeitos a 1º de setembro". O parlamentar comprometeu-se a dedicar especial atenção aos projetos já nesta quarta-feira.

Atendendo a uma solicitação de José Gozze, Barros Munhoz também desceu ao Auditório Franco Montoro e repetiu à plateia, o teor da conversa que havia tido com os representantes.

O ato foi encerrado já às 18 horas, pelo deputado Carlos Giannazi.

Repercussão

O presidente da Assetj, José Gozze, ficou satisfeito com o resultado da mobilização. "O [deputado] Barros Munhoz fez um trabalho importante com o funcionalismo, à época da implantação da São Paulo Previdência [em 2007], quando manteve os servidores concursados pela lei 500 [Lei 500 de 1974), dentro da nova previdência, pois a intenção do governo era colocar tais servidores no INSS", relembrou.

Gozze também sugeriu que a categoria mantenha a pressão encaminhando e-mails aos líderes e aos deputados em geral pedindo a aprovação dos PLCs. (Veja lista completa dos deputados estaduais, clicando AQUI. Saiba quem são os líderes partidários, clicando AQUI.)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filiada à:
            
 
 
Links úteis:
        
      
 
 
 
Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Rua Tabatinguera, 91 - São Paulo - SP - Cep 01020-001 - Fone: (11) 3291-4077
 
 
Agenda eletrônica